Guerra retorna ao estreito de Ormuz

Como era de se esperar, as negociações entre os EUA e o Irã voltaram a falhar. Mas a pergunta que fica é: será que em algum momento elas foram levadas a sério ou serviram apenas para que um dos lados ganhasse fôlego? O ponto crucial é que essa situação difere de outros conflitos, em que nos sensibilizamos simplesmente com os horrores da guerra. O potencial de escalada aqui é enorme.

Além das devastações inerentes a qualquer conflito, este traz um agravante global crítico: a ameaça ao tráfego de navios e contêineres que transportam fertilizantes e cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito (GNL) consumidos no mundo. Para piorar, as empresas de navegação enfrentam aumentos exorbitantes nos seguros — isso quando não encontram enormes desafios para sequer conseguir uma apólice. Em contrapartida, os EUA já demonstram não ter capacidade de garantir a segurança de toda a navegação no Estreito de Ormuz.

Apesar do grande poderio militar americano e econômico, os EUA terão dificuldade em acabar com toda essa insurgência do Irã, já que a forma de luta do país no estreito é feito por aliados e por suas próprias forças em modo de guerilha, ataques em barcos pequenos e velozes atacando os navios enormes e lentos, a maioria do incrível arsenal americano é construido pensado em guerra convencional e não contra uma guerra deste tipo.